Fresh Begginings, with lightning.
É eu sei. São 2:00 da manhã.
Mas está trovejando lá fora. Relampejando. E eu realmente tenho uma relação ESQUISITA com esse tipo de fenômenologia natural. Gosto das metáforas que ela suscita. São humbling, em sua própria natureza.
A relação do som-luz do relâmpago é interessante. Da minha janela (75 metros do chão), pode-se ver uma coisa relativamente rara aqui: raios com poucas nuvens. Embora não seja de longe o dilúvio redentor que foi ontem a noite, certamente é uma força a ser respeitada. Mas eu divago.
O que me referia é que a velocidade do som é de 1.267 km por hora á temperatura de 25 graus, aproximadamente. Sei que isso parece demasiadamente frio, mas bear it with me people. O fato é que essa velocidade arrasadora é uma mísera fração da inimaginável velocidade da luz do relâmpago.
Digo isso por que daqui de cima é possivel sentir e ouvir a onda de aproximação do som vindo contra a janela, como um reverberar claramente circular, como as ondas de um lago quando atingido por uma pedra. Concêntrica.
E, por algum motivo, sinto frequentemente que a relação de causa e efeito de nossa vida tem velocidades diferentes. Ou talvez seja só verdade para mim. Mas parece que os acontecimentos seriam raios, e a internalização da necessidade de ação seria a chegada do som.
A impressão que eu tenho, é que as vezes, esse hiato luz-som cria uma grande vazio na gente. É certamente confortável: Depois do estímulo da luz, um periodo de estabilidade, escuridão e silencio. Depois, os céus sabem como, o reverberar do próprio ar te atinge. As vezes, passa-se tanto tempo, que olhamos ao redor e perguntamos "o que foi isso?!"
Acho que tenho passado por periodos desses durante os anos, como se nos intervalos, o tempo ficasse parado. Não fica. The clock is ticking. Pensei um pouco nisso na noite de ontem, enquanto os raios caíam sem muita preocupação ou piedade, com os pobres seres humanos que não conseguiam dormir. Será que eles têm medo dos raios, dos relâmpagos, ou do vazio entre eles? Eu certamente, dos 3, sei qual deles eu tenho mais medo.
Comentei com algumas pessoas que para mim, o ano novo chegou agora dia 11 de fevereiro. Muitas mudanças em vista, pouca estabilidade, quase nenhuma certeza, em quase nenhum campo. O relâmpago já fora, e eu estava no hiato de novo. Talvez seja hora de ouvir o som chegando e sair da potêncialidade para a cinese.
Afinal de contas, estou ficando um pouco cansado de ouvir que existe grande potêncial em mim. Cansado também de tentar. Acertar um pouco seria bom.... for a change.
Fora isso, num plano mais metafórico, a tempestade me relembram antigas lembranças, de coisas que se foram, ou se tornaram outras coisas. Outras eras do mundo, com outras coisas nela.
Ah... num rápido hiato para a música do momento:
TURN THE PAGE - Blind Guardian
Hunter We're here to praise your name
Blazing sun
And bitter death
You're the guardian
Cross the gate
Wake up it is a new dawning
Wake up the witches wait
For you
Remember the mirror
When she looked in
You were born in the void
In the middle of none
There was nobody else
There was nothing at all
Well sons and daughters
Joy's in the air
The horned one dies
Renewal
Everywhere
Turn the wheel again
A new beginning
Another end
Dried out the land needs blood
Inside the ring we're waiting
Give up yourself
Enter life
It's set up for you
Come turn the wheel
There is nothing to fear
Come turn the wheel
Come turn the page
Come turn the page
We do not believe in lies
Do not believe in lies
There's someone coming
There's someone coming
We hear a voice
From the underworld
Now everything should move
When a new day begins
God of wind and god of rain
Turn the wheel
Oh you better be aware
The mermaids
They will sing for you
The nymphs will bless the child
Reunite them
Sacrifice him
We will be with you until the end
Come move our hearts
We know
There is light beyond the dark
Dried out we cry for blood
Conquer your fear and join us
Come quide us now
The time is right
It's set up for you
Come turn the wheel
There is nothing to fear
Come turn the wheel
Come turn the page
Come turn the page
A new beginning
Another end
The myth of life
You hold in your hand
We cry out
The land needs blood
The change of season
Praise to the newborn king
It's set up for you
Come turn the wheel
There is nothing to fear
Come turn the wheel
Come turn the page
Come turn the page
Mas... time to get practical.
1) Estou ainda tentando entrar no mestrado, o que quer dizer que vai rolar muita coisa nesse sentido daqui para o fim do ano. Vou voltar a usar o Blog como bloco de rascunho logo, espero. Último ano foi um Bad Year for Science. Espero que não se repita nesse.
2) Estou com um Paper pronto sobre a correlação Martin Scorsese - Cidade de Deus. Ainda não apareceu a inspiração para a conclusão, mas isso vai ter que sair nesse fim de semana. Aliás junto com outro artigo. Nem que seja a fórceps.
3) Comprei o Hunters of Dune, o mais novo livro do Brian Herbert. Estou fazendo uma coisa que não fazia a muito tempo: ler 3 livros ao mesmo tempo, fora as leituras paralelas. Não deu muito certo por que as paralelas tavam meio pesadas.
4) Terminei Eragon (supreendentemente bom, considerando que o autor tinha 15 anos. Não tem um pingo de originalidade nele, mas tem uma chama de complexidade que Harry Potter não sonharia em ter antes de muitos arcos de história. Esqueçam o filme. Não sou tão purista quanto alguns que conheço, mas gosto de ter ALGUMA coisa igual na história). Estou no fim do Eaters of The Dead (Michael Critchton, que reescreveu o mito de Beowulf sob uma perspectiva histórica. Acho que Bernard Cornwell sugou Crichton quando fez a trilogia de artur. Sim foi a base do ruim 13th Warrior, mas eu ADORO aquele filme com todas as minhas forças de narrador de werewolf.... ). Também estou na metade de Hunters of Dune(que como sempre é um absurdo de bom. Tem como dar errado ALGO no universo de Duna? Absolutamente brilhante). Fora isso ler a Wired as vezes já é dificil o suficiente. :)
Bom... por enquanto é isso. Estou com sono e tenho MUITA coisa para pensar.
Boa noite a todos.
Marcadores: Blind Guardian, ciência, ficção científica, tempestades

1 Comments:
Muito boa a parte sobre raios... Parabéns!
Feliz ano novo e have a nice science!
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