Sexta-feira, Setembro 15, 2006

Food for Thought

Essas ultimas 3 semanas têm sido muito loucas, então mal tenho tido tempo de me concentrar no pré projeto. Trabalhando muito. então temo que esse post seja menos divertido, talvez, do que a média dos posts anteriores. Minha vida tem menos diversão ultimamente...


- Sobre a teoria da tese...

Consegui umas bases teoricas muito boas agora com o livro do Roger Fiddler (o Mediamorphoses, God Bless The Amazon). Ele explica o processo de transformação de uma midia para a outra de um jeito bem legal. Ele explica que geralmente o que acontece com as novas mídias é que elas geralmente não são utilizadas das formas como foram pensadas no laboratorios. é um efeito divertido que ele chama de Tecnomiopia: A tecnologia é lançada fora do laboratorio e não faz o efeito esperado, então falha a corresponder as espectativas. Então, por causa desse desapontamento, perde-se a visão de longo prazo dos usos da tecnologia.

Isso parece ter acontecido com o cinema interativo. Estava lendo sobre o Dreammatch, um sistema de projecção interativa desenvolvida pelo grupo de estudos do MIT. Essencialmente, é uma serie de projeções que você assiste em cima de um tapete, com varias telas em varias direcoes. Conforme você anda pelo tapete, as projeções reagem ao lado que você está olhando, mudando a direção a historia. A prejeção externa disso foi num dos festivais de cinema de Berlim em 1999.

Okay. Temos as ferramentas de interação. Elas funcionam. Por que diabos não temos nenhuma noticia disso?

Gente... Jesus christ. It's a fucking carpet. A CARPET. você anda nele. Ele deixa seus pés macios. Serve para pisar nele.

Como as maquinas do pump provaram tão bem. AQUILO para mim é uma interface eficiente para e instintiva para o usuário dado o propósito dela.

Como CACETE você quer que o usuário compreenda as ferramentas dele esse jeito? É realmente coisa de laboratorio isso. Chamem-me de miope, mas foi a mesma coisa que aconteceu com as plataformas de uso gráfico. Antes a gente trabalhava com DOS, acho que a geração de computadores atuais nem lembra mais disso. Eram comandinhos digitados e tal, até que o Steve Jobs criou o sistema de interação icônica, que é MUITO mais instintivo. Por que isso não se popularizou ainda rápido? por que a turma do laboratório estava convencida que computadores tinham "de ser coisas da elite intelectual".

Então por que diabos não usam as ferramentas de interação que o usuário já conhece?! Andei lendo tambem o Remediation do Grosmky, e ele coloca uns pontos legais sobre isso: Toda midia come ferramentas de suas midias antecedentes, até desenvolver sua linguagem própria, no periodo de adaptação de 30 anos sugerido pelo Fiddler de qualquer tecnologia. O cinema, talvez a mídia que menos mudou em 100 anos, originalmente, era apenas um tipo de teatro filmado, e sem voz (Nunca existiu cinema realmente mudo, ao contrário do que se pensa), que levou um tempo até desenvolver a linguagem que tem hoje. Televisão idem, que pegou a imagética do cinema e a linguagem imediatista do rádio até chegar no modelo atual (Que está para cair também um bom pedaço, com a chegada da TV digital...).

Vendo isso... como diabos esses nerds do MIT acham que os usuários vão saber como modificar uma narrativa com uma porra de um TAPETE? :) Isso é um salto muito grande. O fiddler deu um exemplo maravilhoso sobre telefones celulares que fucioanaram por que eles faziam pontes com uma outra interface que o usuario já conhecia, que eram os telefones sem fio. Quando eles resolveram os problemas de aceitação (Os sinais ruins e a qualidade da transmissão), pronto. Agora não tem quem viva sem os malditos celulares. Tecnocracy wins, you know.

Então eles deveriam usar as ferramentas de interação computacional que o usuáro já sabe. Algum ser humano em idade de ir ao cinema na terra não sabe usar um mouse? Unlikely. E nesse ponto, a industria de jogos avançou muito nos usos dessa ferramenta. O Nilson uma vez mostrou a mim e ao CTM o Farenheit, um jogo que tem a ousadia (ou arrogância, alguns diriam), de intitular, no menu de abertura, não um New Game para começar, mas sim New Movie.

E era completamente digna a coisa toda.A interface Keyboard-Mouse era MUITO instintiva (mova o mouse para o lado, ou para cima, obedecendo um discreto iconezinho para executar ações), de modo que você não gasta mais de 5 minutos aprendendo a se mover. E de acordo com o manual de roteiro do Field, você decide se gosta ou não de um filme nos primeiros 10 a 12 minutos. É seguro achar que seria o mesmo para jogos... Isso descontanto a parte gráfica e de som que era impecável.

AQUILO é algo que pode ser facilmente reconhecido pelas audiências como uma mídia derivada de cinema, e que pode ser usada comercialmente pelo usuário médio sem ele ter de fazer algo tão estranho quanto pensar com os pés.

Pensem nisso. Pensar com os pés é algo que levamos MESES para conseguir aprender num Dojo ou salão de dança. Por que diabos o average joe ia consegui fazer isso logo de cara numa interface estranha. Muito maravilhante e tudo o mais, mas muito fora do usuario comum. Seria melhor usar o maravilhoso sistema que o mit criou de reorganização de trechos para dar mais força as essa narrativas digitais.

É dai que poderemos tirar o que poderá realmente se tornar o cinema interativo no futuro eu acho.

Pronto. falei. :)

Abraços.

Segunda-feira, Setembro 04, 2006

All Returns to Normal. Eventually

É...arrumar constancia para postar é uma dificuldade. Vamos tentar manter a coisa num nível decente, e tentar ir devagar.

- Murphy affects itself.

Todos vocês ja conhecem minha ideias sobre como murphy governa o universo.
Tinha uma peça no meu carro ao lado da correia com um sifãozinho que andava meio solta. Achava eu que ela poderia aguentar até o carro completar 15k Km antes de eu levar ele para a revisão obrigatória e trocar.

Heh. Yeah. Right.

Quando numa sexta feira de freelancer, com um artigo para finalizar, e com tons de trabalho no dia seguinte que iam ficar atrasados(apenas em dias onde o tempo realmente IMPORTA para você que essas coisas acontecem!), a bentida peça solta e cai dentro dos fossos incandescentes do motor.

Entao vamos colocar isso em sua forma mais apropriada para mais rapida compreensao

EXT - DIA - Lateral do tacaruna

DIA ensolarado, quentissimo. BERNARDO sai com o carro pela saida da agamenon magalhães. Está obviamente apressensivo por causa da peça do carro que está instavel. Mas quando ele acaba de sair do estacionamento, o carro EMITE UM RUIDO ESTRANHO E AGUDO, anda um pouco e DESLIGA.

BERNARDO: Puta que pariu...

CARRO para no acostamento. BERNARDO destrava CAPÔ.

BERNARDO: por que você me ODEIA?!

BERNARDO sai do carro. Levanta o capô. Levanta de dentro do motor uma peça plástica preta altamente danificada, com cortes profundos como os de uma faca quente na manteiga.

BERNARDO: eu sabia que tinha de ter mantido você fora do carro quanto tive a chance.

a peça, envegonhada, não responde.

Olhando dentro do motor, nota-se que a correia esta com um corte ao comprido, e que a parte seccionada saiu do rolamento para o lado pior, entrando dentro dos mecanismos.

BERNARDO (Resignado): OH. Right. Fucking great.

Nesse momento para um carro do lado. Dentro estão NAMORADA, MÃE DA NAMORADA e AVÔ DA NAMORADA.

NAMORADA: Que você tá fazendo aqui? Que tá acontecendo?

BERNARDO: Nada. O Usual. Murphy me odeia.

NAMORADA: Como?!

BERNARDO: Nada demais. Vou ligar pro seguro para levarem para uma oficina.

NAMORADA: Precisa não. eu conheço um mecânico que pode fazer isso numa boa. Ele vem até aqui, conhece papai a anos, super de confiança. Precisa ligar para seguro nenhum não.

BERNARDO olha o relogio de um celular cinza e velho. 13:25. Digita um numero, salva como MECÂNICO e disca.

INT - DIA - OFICINA

ZOOM OUT do celular: 16:00. BERNARDO GUARDA o celular.

MECÂNICO:Troquei a correia e os rolamentos. São 130 reais.

BERNARDO: Oh. Eu tenho o dinheiro.

TRANSICAO EM BLUR

INT - NOITE - CAIXA ELETRONICO.

BERNARDO guarda 3 NOTAS na carteira para pagar pos graducao

TRANSICAO EM BLUR

BERNARDO tira a CARTEIRA do bolso e entrega o DINHEIRO ao mecânico.

BERNARDO: Ao menos não deu trabalho para resolver.

BERNARDO se vira para NAMORADA.

BERNARDO: Dinheiro na minha mão é vendaval. No meio de todas as coisas ruins, pelo menos eu tive a sorte de você estar passando por lá na hora.

NAMORADA: As coisas não tem de ser assim tão ruins sempre, têm?

FADE OUT.

Moral história: Murphy é tão PODEROSO que as vezes, até o fato das coisas darem errado consegue dar errado!